Review: DC Rebirth #01

Será que a DC finalmente vai voltar a ser a queridinha dos fãs depois de tantos anos de Novos 52? É o que promete a saga Rebirth, que estreou este mês e serve como pedido de desculpas da editora aos DCnautas de carteirinha, além de ser a chance para novos leitores apreciarem o melhor que a DC já criou.

A última semana foi bastante agitada no mundo dos quadrinhos. A Marvel causou uma verdadeira onda de ódio na internet com a suposta revelação de que o Capitão América seria um agente da Hydra, e a DC lançou sua nova saga Rebirth com toda a pompa e circunstância.

Leia o review de Capitão América – Steve Rogers #1!

Muito bem, vamos lá. A saga Rebirth não é feita para iniciantes em quadrinhos. Eu me considero no nível intermediário, e ainda assim perdi algumas referências. Ela é para os fãs da DC que estavam desanimados após os Novos 52 – uma espécie de “reboot” que acabou reescrevendo as histórias dos nossos heróis favoritos. Esse evento começou em 2011 e só foi acabar recentemente, antes da saga Convergência, que precede o Rebirth.

Não estou dizendo que não é possível começar a ler DC com Rebirth. Eu mesma estou fazendo isso. Mas talvez você precise fazer uma pesquisa prévia do que houve nos Novos 52 e em Convergência antes de prosseguir.

Para resumir, imagine que os heróis que você sempre conheceu – Superman, Mulher Maravilha, Batman, Flash, Lanterna Verde e todos os outros – tiveram suas histórias alteradas e levemente modificadas. Isso foi os Novos 52. A grandíssima maioria dos fãs não gostou e abandonou de vez a DC, enquanto a Marvel ganhava cada vez mais relevância com seus filmes e séries, que levaram um monte de gente nova pro mundo dos quadrinhos, e eles queriam ler Marvel para saber mais sobre os heróis das telonas.

A DC foi perdendo terreno. Os fãs antigos abandonaram as HQs da editora, perdendo espaço pra Marvel, que agora concentrava gente antiga e gente nova como leitores de seus quadrinhos. Assim, a DC decidiu dar um jeito na situação e lançou a saga Convergência, que unificou as terras antigas e as terras novas, “rearranjando” as coisas ao seu devido lugar.

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Convergência: tudo voltando para seu devido lugar

Pois bem. Qual é, então, a proposta de Rebirth? Mostrar o que acontece depois desse novo arranjo, onde os heróis antigos finalmente retornam, mas alguns personagens dos novos 52 co-existem com eles.

É o caso de Wally West, o narrador da história e um dos personagens mais amados da DC. Antes dos novos 52, o Wally clássico era sobrinho de Iris West (e não irmão, como na série de TV), ou seja, muito mais novo que Barry (tipo: Barry era um adulto, e Wally, uma criança). Além do mais, a Iris era ruiva, e não negra. Por isso, esse Wally também era ruivinho.

Com os novos 52, Iris se tornou negra (a série usou os novos 52 de base) – e por consequência, seu sobrinho também. Ou seja: temos dois Wally West, o ruivo, mais velho, e o jovem, negro. Os dois agora co-existem no mesmo universo.

Outra mudança é o fato de agora não termos apenas um Coringa, e sim TRÊS! Santa dor de cabeça, Batman! Há ainda diversos outros personagens que são explorados com histórias alteradas: o Arqueiro Verde e a Canário Negro não são casados; a nova Lanterna Verde, Jessica Cruz, ainda não sabe quem é o grande vilão Sinestro; e por aí vai.lanterna-verde

E o grande herói da editora, o Superman? Atualmente, o Superman pré-Novos 52 está morando na Terra do Superman dos Novos 52 – que acabou de morrer. As próximas histórias vão se desenrolar a partir das revistas semanais de cada um desses personagens.

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A morte do Superman – de um Superman, pelo menos

O grande trunfo é a narrativa de West, seu desespero por ninguém mais se lembrar dele, e o momento mais lindo de toda a HQ: o momento em que Barry se lembra de Wally!

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Mas a polêmica fica por conta de um outro fator, que andava esquecido lá nos anos 1980. Quem se lembra de Watchmen? O quadrinho de Alan Moore e Dave Gibbons foi lançado pela DC e se tornou até filme, porém Moore acabou arranjando problemas com a editora (cê jura), de forma que a história sempre ficou ali, no cantinho dela, sem incomodar ninguém.

Pois bem. O que Rebirth está fazendo é trazer os Watchmen para o universo DC. Quem conhece a obra, pegou a referência na primeira página: 9 quadros divididos em 3 linhas de 3 quadros, e um relógio – referência ao Dr. Manhattan, o azulão superpoderoso.

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Claro que muita gente começou a reclamar, dizendo que isso atrapalharia a história e que era melhor deixar o Coruja e sua trupe quietinhos no canto deles. Particularmente, eu gostei bastante deles trazerem os Watchmen para o universo regular. Mas minha preocupação é se vão transformar o Dr. Manhattan em um vilão, coisa que ele não é (embora haja controvérsias).

O que vem por aí? Não sei, mas esse primeiro volume me deixou com vontade de ler o resto. Eu nunca acompanhei uma saga da DC ao mesmo tempo de seu lançamento, então vou aproveitar a oportunidade. Ao longo das próximas semanas, a DC promete restaurar sua honra e glória, ganhando novos leitores, como eu, e reconquistando os antigos fãs que estavam com saudades de seus heróis do coração.

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