Resenha do livro Grande Magia, de Elizabeth Gilbert

Elizabeth Gilbert, de Comer, Rezar, Amar, faz um tratado sobre a criatividade. O resultado é Grande Magia, um livro que tira todo o peso dos ombros de quem quer viver uma vida mais criativa. Confira a resenha!

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Liz Gilbert sempre soube que queria ser escritora. Ao longo da carreira, ela publicou diversos livros de ficção e não-ficção, entre eles o estrondoso sucesso Comer, Rezar, Amar que virou filme estrelado por Julia Roberts.

Ser interpretada por Julia Roberts no cinema: 01 sonho
Ser interpretada por Julia Roberts: 01 sonho

Mas a Liz é gente como a gente, e faz questão de não esconder: ela também sente raiva, medo, ansiedade, também tem seus esqueletos no armário, medita, viaja, e tenta correr atrás de suas curiosidades.

Foi pensando nisso que ela decidiu escrever Grande Magia, lançado no Brasil pela Editora Objetiva. Separado em seis grandes temas – Coragem, Encantamento, Permissão, Persistência, Confiança e Divindade – Gilbert nos mostra como seguir nossa curiosidade para ter uma vida mais criativa. Mas atenção: isso não quer dizer que você vá viver de criatividade. Aqui ela fala em um sentido amplo: colocar a criatividade no dia a dia para não manter a mente ociosa. Em uma linguagem informal, como se estivesse conversando conosco – como faz com frequência em sua página do Facebook – Liz vai desmistificando essa coisinha chamada criatividade que assusta muita gente.

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Coragem

Aqui, ela explora o primeiro obstáculo: o medo. Ela explica que seu medo é só uma desculpa para você não fazer o que quer de verdade. A gente tem que perder esse medo do que os outros vão pensar, porque no fundo, ninguém realmente se importa com o que você tá fazendo. E se alguém estiver se importando, bem, aí provavelmente a pessoa tá tendo uma vida de merda, porque não tá vivendo os sonhos dela e julgando quem escolheu ser feliz.

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Encantamento

A autora conta uma história interessantíssima sobre uma ideia que ela teve para um livro e chegou a fazer toda uma pesquisa sobre ele (era sobre a Amazônia), mas eventualmente deixou essa ideia de lado. Para ela, ideias estão por aí pelo mundo, escolhendo pessoas para se manifestar. Como ela deixou essa escapar, a ideia acabou indo para uma outra pessoa: Ann Patchett – e de uma forma meio absurda, vá lá, por meio de um beijo no rosto que elas deram um certo evento. Essa é a Grande Magia em ação.

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Permissão

Precisamos ousar para poder criar com liberdade. Lembram da síndrome do impostor? O que Liz defende é que qualquer pessoa, qualquer uma mesmo, pode criar qualquer coisa – qualquer coisa MESMO. Não importa se você não se acha bom. Não importa se a sua criação não é a obra mais badalada das galerias de arte. Esqueça isso. Apenas crie. Just do it!

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Persistência

O aspecto financeiro da criação é abordado de forma ampla. Ora, afinal, você vai viver da sua arte ou não vai? Precisa de qualificação para isso? Vai fazer algum curso? Para ela, isso é levar a criatividade muito a sério. Esqueça tudo isso. Claro, tente vender sua arte de alguma forma, mas não largue seu emprego para isso. Aqui ela fala que, enquanto não era famosa, trabalhava em vários empregos, escrevia para revistas, já foi garçonete (o filme Showbar foi inspirado na experiência dela), mas ela só realmente se deu ao luxo de se dedicar 100% à escrita depois que estourou com Comer, Rezar, Amar. E se não fosse isso, estaria na labuta até hoje, sem medo.

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Confiança

Mais um paradigma é quebrado: a ideia de que é preciso sofrer para criar. É claro que a vida nos proporciona algum sofrimento, mas isso não tem nada a ver com criatividade. A imagem do artista que morre de fome é ultrapassada e irreal. Vivemos em um mundo onde há uma proliferação enorme de ferramentas e espaços onde todos podem – e devem – criar sua arte, e vendê-la como quiser. Ela é totalmente contra a glamurização do sofrimento enquanto catalisador da arte. Ela recusa isso de forma veemente, usando a metáfora do mártir e do malandro que deixa bem claro o quanto nos sabotamos, o quanto criamos desculpas para ficar estagnados na vida.

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Divindade

Esse capítulo consta de apenas uma breve história sobre a ritualização de uma prática, que exemplifica bem essa coisa de sagrado e banal. Essa dualidade fica bem clara no fechamento do livro. Sim, estou revelando o final do livro, a última página. Mas dado que é um livro de não-ficção, não se desesperem e saboreiem as belas palavras de L.G.

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5 comentários sobre “Resenha do livro Grande Magia, de Elizabeth Gilbert

  1. Oooi! Tudo bem?

    A premissa objetivo do livro parecem MUITO interessantes, mas tô com os dois pés atrás. O direito porque o único livro que já li dela (Comer, rezar e amar) foi uma decepção tremenda, talvez porque fui com expectativas demais. E o esquerdo porque parece algo muito auto-ajuda, e ODEIO o gênero. Talvez quando eu estiver em uma daquelas épocas em que necessito de apoio e encorajamento eu acabe lendo, mas por enquanto vou deixar arquivado aqui haha.

    Beijinhos, te espero lá no http://amendoasefelpices.blogspot.com.br/

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    • Olha, não sei se ele chega a ser auto-ajuda. Acho que é mais um “tratado” sobre a criatividade e como ela se sente em relação a isso, sabe? O objetivo dela é dar permissão para as pessoas serem criativas de uma maneira mais moderna, sem precisar largar o emprego e ser um artista sofredor, sem precisar ser um gênio. Tirar o peso das costas de quem faz arte, sabe? É uma leitura rápida e gostosinha 🙂

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