Crítica: Esquadrão Suicida

Confira a crítica do filme Esquadrão Suicida (Suicide Squad) com Will Smith, Viola Davis, Margot Robbie, Jared Leto e Cara Delevingne.

ATENÇÃO: ESTE REVIEW TEM SPOILERS!

O filme Esquadrão Suicida já tinha se tornado familiar há muito tempo. A divulgação do longa começou cedo, e ainda lembro do espaço na CCXP com várias atividades interessantes (mas nenhum pôsterzin promocional). Foram tantos spots de TV e merchandising de todos os tipos que a impressão que eu tive é que eu já tinha visto o filme inteirinho.

Mas não foi bem o caso. Sim, eu já sabia que os bandidões iam ter que fazer um trabalhinho pro governo em troca de alguma vantagem, mas tinham várias coisas que eu não sabia: que a vilã era a Enchantress (Magia), por exemplo. Que o Batman aparecia. Qual habilidade de cada personagem. Qual era a recompensa por dar aquele help pra Amanda Waller. Então, por um lado, até que eles esconderam umas coisas bem direitinho.

Muito bem. O filme começa com um ritmo bem rápido. Já estamos na mesa de um restaurante com Viola Davis e os agentes do governo (fãs de Stranger Things repararam no xerife?). Ela vai contando a eles sobre cada um dos vilões. Aparece uma espécie de background de cada um. Curti bastante, porém é meio ~estranho~ o filme começar assim, não é? Mas não me incomodei, porque as cenas foram legais. Só achei meio “do nada” mesmo.

Magia: a vilã do filme
Magia: a vilã do filme

Cada um deles vai ganhar uma diminuição em suas penas por ajudar Amanda Waller a deter uma ameaça não-humana: a bruxa Magia (Cara Delevingne, que foi bem competente no papel), que é uma espécie de entidade parasita que toma o corpo da Dra. June Moone, e ao despertar seu irmão, os dois querem tomar o mundo. Eles abrem um portal no centro da cidade e começam a criar um exército a partir de humanos. Beleza, tá ok, tá ótimo. Gosto de vilões tridimensionais? Sim. Mas sou uma criança dos anos 80 que aceita quando o cara mau é simplesmente um cara mau que quer dominar o mundo. No problem.

Querendo ou não, é impossível achar que tooooodos os personagens vão ter foco. Muita gente, pouco tempo. Claro que o destaque recai sobre Will Smith, o Pistoleiro, e Margot Robbie, a Harley Quinn. Isso também não me incomodou, até porque as histórias dos outros são bem bacanas também. Como não se emocionar com a falta de controle de El Diablo, e não se divertir com o unicórnio cor de rosa de Bumerangue? São coisinhas aqui e ali que vão montando o conjunto da obra.

Will Smith está absolutamente brilhante, e pra mim, o filme é dele. Adorei o personagem (ainda não li nada dele em HQs), e achei a história dele bonitinha, emocional, interessante. Mas é claro que o foco inevitavelmente recai sobre a Harley. Gostosa e louca, ela chama atenção pelo seu figurino multicolorido. A atriz está bem no papel, acho que ela conseguiu passar o jeitinho peculiar da Harley, ao mesmo tempo em que consegue fazer a versão séria da Dra. Harleen Quinzel ao cuidar do Coringa antes de sua transformação. Aprovado.

Harley Quinn: gostosa e louca
Harley Quinn: gostosa e louca

A cena em que ele a transforma em Harley, quando ela se joga na água por ele e ele se joga em seguida, é a mais bela em termos estéticos. Maravilhoso. Destaco também a cena em que os dois estão abraçados e ela usa a roupa original da personagem. Ainda que breve, foi significativa para os fãs die hard.

Já o Coringa… bem, ele está lá para dar forma à personagem da Harley. Ouvi dizer que cortaram várias cenas dele, que o Jared Leto causou problemas… olha, o foco aqui é falar da trama do filme, e para mim, ele apareceu justamente o tanto que devia aparecer. Ele não foi recrutado por Waller, aliás ele está solto enquanto Harley está presa. Não pretendo aqui problematizar a relação deles pois muita gente já está fazendo isso, mas é mais do que ÓBVIO e CLARO que a relação deles é extremamente problemática e que ela não devia estar com ele. Mas a Harley ama o Coringa, isso é fato. É o jeito que a personagem é, e é isso que o filme mostra.

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Harleen Quinzel e Coringa: relação problemática

Partimos então para a missão do grupo: derrotar Magia. O esquadrão está sendo liderado pelo soldado Flag, o namorado da Dra. Moone. Isso é o suficiente para nos importarmos com sua causa. Eles enfrentam uma wave dos soldados transformados por Magia e entram em um edifício para mais porradaria. No fim, o Coringa aparece para salvar Harley. Waller pede para o Pistoleiro atirar nela. Ele erra o tiro, mas o helicóptero acaba sendo abatido de qualquer forma. Eles acham que os dois morreram, mas Harley logo reaparece e se junta à gangue novamente.

Um breve adendo: vale dizer que a personagem Katana é apenas e tão-somente SENSACIONAL. Fãs de Kill Bill vão gostar logo de cara, é claro. É uma pena que ela não apareça tanto, mas quando ela está em tela, é absolutamente fenomenal.

Então Waller é capturada, e eles decidem ir para o olho do furacão para derrotar Magia e seu irmão. Vi muita gente apontando diversos erros de roteiro, dizendo que deveria ter sido assim ou assado, mas eu particularmente achei que o filme andou com um ritmo legal nessa parte. NÃO TEM SEGREDO. É um filme de ação. Tem explosão, tem porrada, tem morte, tem diálogos engraçados. É isso.

Esquadrão Suicida: time completo
Esquadrão Suicida: time completo

O terceiro ato traz a luta final do grupo contra a vilã. A essa altura, eles já estão completamente unidos, se ajudando uns aos outros, o que é bacana de se ver. Magia mexe com suas mentes e vimos o que cada um quer do fundo do coração. Harley quer uma vida normal com o Coringa, o Pistoleiro quer ficar perto de sua filha. El Diablo finaliza o irmão da bruxa após aceitar totalmente seu poder destrutivo. Depois, Harley, com seu jeitinho, acaba enganando malandramente a vilã – achei muito legal! E por fim, o Pistoleiro deve tomar uma decisão. Será que ele deve ouvir a voz da sua consciência, após uma aparição de sua filha, pedindo para ele não atirar, ecoando a forma como foi preso após um confronto com Batman?

Will Smith: Pistoleiro tem dúvida moral
Will Smith: Pistoleiro tem dúvida moral

Ele decide atirar. Porque isso é Esquadrão Suicida, e para fazer um omelete, é preciso quebrar alguns ovos. Porque essa é a natureza dele: ele é um assassino. Porque a sua vilania, dessa vez, está sendo usada para salvar uma cidade, salvar a esposa de Flag, e diminuir sua pena de prisão, o que significa uma chance de poder cuidar de sua filha o quanto antes.

Magia morre, Dra. June volta à vida. A missão é um sucesso. Mas todo mundo tem que voltar pra prisão, não tem jeito. Alguns deles fazem exigências: o Pistoleiro quer ver a filha. O Crocodilo quer TV a cabo. E Harley, uma máquina de café expresso.

Tudo vai bem. Harley toma seu café tranquilamente dentro da jaula de segurança máxima. Até que alguém vem resgatá-la. É claro que o Coringa não morreu. O Pudinzinho está de volta, e Harley está mais feliz que nunca. Eles saem pela cidade para continuar fazendo o que fazem melhor: serem os maiores vilões da DC.

De forma geral, o filme é bem legal, entretém e traz questões interessantes do ponto de vista moral. As cenas de ação são bem feitas, os efeitos estão bacanas, a construção dos personagens é feita de forma clara. É o melhor filme do mundo? Não. Mas certamente também não é o pior. É entretenimento puro e simples. São duas horas de diversão para quem gosta do gênero de super-heróis. É mais um filme da DC que entra para os anais dessa era que estamos vivendo de filmes baseados em quadrinhos. Para quem gosta de se divertir, vale a pena.

E aí, quem já assistiu ao filme? O que acharam? Diga aí nos comentários!

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4 comentários sobre “Crítica: Esquadrão Suicida

  1. O Will roubou a cena e achei isso maravilhoso.
    Como não sou muito fã da DC eu não analisei o filme comparando sabe? Apenas sentei lá e gostei do vi.
    Claro que tem algumas partes que achei massantes, como os cortes.. E a relação do Coringa ROMÂNTICA desnecessária..
    enfim

    Ainda não fiz a resenha e nem sei como fazer ahiahuahuihauihauihauihaiuah
    Amei a sua ❤
    Beijos

    Curtir

    • O Will sempre rouba a cena! Eu adoro ele ❤ Não sei se achei romântica a relação do Coringa com a Harley, acho que ficou bem claro que não era NADA saudável a relação dos dois. Faça a resenha sim, quero ler!

      Beijos!

      Curtir

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