Brangelina, Jennifer Aniston e amor verdadeiro

Será que o amor verdadeiro precisa ser eterno? O divórcio de Brad Pitt e Angelina Jolie provoca uma reflexão acerca do que é ou não real a respeito dos relacionamentos humanos.

Eu sempre fui fã de Friends, desde que passava na Sony – sim, na Sony, não na Warner, lá pelos idos de 1997. Sim, faz muito tempo, e eu acompanhei essa série linda por anos e anos. Essa série que me ensinou inglês, o valor da amizade, as idas e vindas da vida adulta, relacionamentos, casamento, filhos, enfim, os Friends eram os MEUS amigos. E desde sempre, fui muito fã da Jennifer Aniston, mesmo sabendo que, vá lá, ela pode não ser a melhor atriz do mundo, mas eu gosto dela mesmo assim, fora que ela é mó amorzão na vida real.

Eu demorei um pouco para descobrir que ela tinha se casado com o Brad Pitt, mas me lembro de ter achado legal. Ele era bonitão, um excelente ator, e contanto que fizesse ela feliz, maravilha! Lá se foram cinco anos de um casamento que teve uma festa extravagante para todo mundo ver.

Eu me lembro que, quando Friends acabou em 2004, os atores foram entrevistados pela diva deusa maravilhosa Oprah Winfrey, e na ocasião, Jen já falava sobre a pressão e os rumores sobre ter filhos. Ela disse que “sim, um dia, nós teremos”.

No ano seguinte, Brad fez o filme Sr. e Sra. Smith com Angelina Jolie e eles começaram a se envolver de forma romântica. Era o fim do casamento da Jen e do Brad, e o início do casal mais badalado de toda a história de Hollywood: Brangelina.

Quando eu descobri, fiquei bem chateada. Poxa, Brad, isso não se faz! Se a separação era iminente, por que não esperar? Trair Jen aos olhos do mundo inteiro deve ter sido a maior sacanagem pública da história. Claro que nessa história toda, fiquei do lado dela, até porque nunca gostei muito da Jolie.

Há muita especulação sobre o que houve. Parece que ele queria filhos e ela queria focar na carreira cinematográfica depois de 10 anos em Friends. Nisso, Brad encontrou a mulher perfeita. Com Angelina, eles tiveram nada menos que 6 filhos, entre naturais e adotivos. Tudo parecia perfeito.

Angelina apresentou uma série de problemas enquanto esteve com Brad. Teve anorexia, câncer, e mesmo assim ele ficou ao lado dela o tempo todo. Porém, já havia algumas especulações sobre o fim do casal.

Pois bem. Eis que hoje surge a notícia de que Jolie pediu o divórcio – lembrando que eles só foram casados no papel mesmo pelos últimos dois anos. Aparentemente, Brad teria começado um caso romântico com a atriz Marion Cotillard, com quem acaba de gravar o filme Aliados. Percebe, Evair, o padrão de comportamento da pessoa?

Outros dizem que ele estava abusando de drogas. Bem, vindo do Brad, nada de novo no front, né, amores? Ele sempre foi assim, ela sabia disso, talvez ele estivesse controlado por um tempo, mas sempre pode haver recaídas.

Não duvido que eles se amavam. Não mesmo. E a verdade é que nunca vamos saber os detalhes de nada. Quem somos nós para dar pitaco na vida de gente que nem conhece a gente? Temos a ilusão de que as celebridades são próximas, quando na verdade, há uma grande distância entre nós e eles.

E a Jen? Após anos solteira, apenas namorando um ou outro cara, ela finalmente se casou com Justin Theroux, e aparentemente estão felizes da vida. E sem filhos. Talvez Jen não seja o tipo de mulher que queira ser mãe – e tudo bem. Talvez um dia ela adote. Talvez não. Who cares? Nessa história toda, o importante é ser feliz – e Jen parece estar num momento excelente.

Embora nada disso seja da nossa conta, acabamos fazendo nossas reflexões acerca do ocorrido. Muita gente que shippava o casal está desolado, dizendo que o amor acabou.

Gente, o que acabou foi o amor DELES, não o amor de todo mundo. Ainda tem muita gente feliz por aí. Gente anônima comemorando 20, 30, 40, 50 anos de um casamento feliz – não sem seus percalços. Mas sempre com bons momentos pra contar.

Quem disse que histórias de amor não dão certo? Só porque acabou? Quem disse que o verdadeiro amor precisa ser eterno? Como dizia o poeta, que seja eterno enquanto dure. Nada apaga as emoções, as histórias, as lembranças, o que foi vivido naquele espaço de tempo. Deu certo naquele momento. E se não tá dando mais, o melhor é que cada um busque sua própria felicidade. Esse é o objetivo: ser feliz.

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4 comentários sobre “Brangelina, Jennifer Aniston e amor verdadeiro

  1. Eu nunca vou entender essa base de amor só existir em casais famosos, hahaha! Conheço gente que viveu junto por muito mais tempo. As pessoas idealizam tanto, e acho que por isso se frustram tanto tbm… nem sabem se era um bom casamento (espero que tenha sido!).

    Nunca vou entender isso de shippar forte, a não ser de zoeirinha. Pior, tenho uma história bizarra sobre isso (mas não posso contar aqui ahahha)

    Bjs,
    Re

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  2. Que ótimo texto, Thais! Tá gostoso de ler, sério mesmo. Concordo com tudo isso que tu falou. Dizer que o amor acabou porque alguns casais famosos se separaram é ridículo. E cara, o relacionamento de duas pessoas só diz respeito a elas. E não é porque acabou o casamento que acabou o amor. Às vezes ainda há o amor, mas o relacionamento não funciona por isso ou aquilo. E mesmo quando o amor acaba, não significa que ele não era verdadeiro. Prefiro acreditar que foi infinito enquanto durou – lembrando que há infinitos maiores do que outros.
    Beijo, lindona!
    Thally

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