Crítica: La La Land

La La Land, o musical estrelado por Emma Stone e Ryan Gosling, foi indicado a 14 Oscar e é um dos grandes candidatos a grande vencedor este ano. O filme conta a história da aspirante à atriz Mia, que conhece Sebastian, um rapaz que sonha em abrir um clube de jazz tradicional em Los Angeles.

Até aí, bem simples. E é só isso: uma história simples de amor que acontece na cidade do cinema, nada mais, nada menos. O amor, os sonhos, a inspiração, tudo está em La La Land. Mas o filme não aprofunda seu enredo, o que pode causar críticas dos menos avisados. Mas a falta de uma história mais profunda não é um demérito. O filme atrai pela sua beleza, pela homenagem aos musicais de Hollywood, pela sua estética. E por isso vai levar, sim, muitas estatuetas – talvez não todas, já que a concorrência está acirrada, principalmente com o longa Estrelas Além do Tempo.

 

A música-tema do filme, City of Stars, gruda bastante, e eu confesso que fiquei com ela por dias e dias na cabeça. O filme tem sequências interessantíssimas, como os números do início: Another Day of Sun e Someone in the Crowd. A cena do planetário é puramente onírica e mostra o primeiro beijo do casal. E claro, o icônico número A Lovely Night, que estampa o pôster do filme.

Dica: a trilha sonora está inteirinha no Spotify. Vale a pena 😉

 

UM POUQUINHO DE SPOILERS À FRENTE

 

Há um ponto em que o filme muda completamente, e vale a pena ser mencionado. Mia sempre sonhou em ser atriz, e passou 6 anos indo em testes, sem sucesso. Ela já se cansou de tudo isso e resolve voltar para a casa dos pais. Sebastian recebe uma ligação de uma agente que quer fazer um teste com Mia. Eles já tinham até terminado, mas ele vai lá, leva ela no teste e ela canta a lindíssima canção Audition (The Fools Who Dream), que funciona como o grande ponto de virada da personagem.

 

O filme, que tinha começado morno e ganhado seu ponto alto no relacionamento de Mia e Sebastian, dá um salto 5 anos no futuro, em que ela já está casada com outro cara e tem uma filha. Eles passeiam por LA e acabam entrando no clube de jazz de Sebastian.

E para mim, esse é o momento mais especial da película: o “what if” de como a vida deles teria sido se tivessem ficado juntos. A sequência de imagens é linda, mas logo voltamos à realidade, com uma dor no peito e sensação de tristeza. A mensagem que o filme passa é que os sonhos deles não eram “compatíveis”. Eles não estavam olhando juntos na mesma direção. Cada um queria uma coisa, e o destino jogou cada um para seu canto. Acontece: é a vida. Mas não deixa de ser triste. 😦

 

 

Quanto às críticas negativas ao filme, acho que está havendo uma grande onda de ódio por conta do filme não atender às expectativas. Não adianta ir ao cinema se você não gosta de musicais, não curte histórias de amor e de sonhos. Não é porque ele foi indicado a 14 Oscar que precisa agradar a todo mundo. Pense em La La Land como um filme mais alternativo, leve, Sessão da Tarde, divertido e leve. Com certeza sairá com a sensação de que o valor do ingresso valeu a pena.

 

Anúncios

Um comentário sobre “Crítica: La La Land

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s